Jovens que assassinaram funcionária da RNA em 2020 condenados a 16 e 20 anos de prisão

O Tribunal Provincial de Luanda (TPL) condenou esta segunda-feira,01, e 16 e 20 anos de prisão, três dos envolvidos no assassinato da ex-funcionária da Rádio Nacional de Angola (RNA), Alice Nádia Marcelino “Licinha”, assassinada em Abril de 2020, na sua residência no bairro Nelito Soares, distrito urbano do Rangel. Um quarto indivíduo que estava a ser julgado foi ilibado por falta de provas que o incriminassem.

Os réus Alison Domingos Manuel “Milixe”, de 20 anos, foi condeando na pena de 16 anos de prisão, Evandro António Justo “MT” e António de Almeida Godó “Da Lua”, ambos de 22 anos, na pena única de 20 anos de cadeia.

O arguido José Nunda de Almeida, que estava arrolado no processo, acusado de ter participado no homicidio, foi absolvido pelo Tribunal Provincial de Luanda por não se provar a sua participação no acto que terminou na morte da ex-funcionária da RNA.

Os réus foram também condenados ao pagamento de uma indeminização no valor de dois milhões de kwanzas à família da Alice Nádia Marcelino “Licinha”, bem como uma taxa de justiça no valor de 80 mil kz cada um dos condenados.

Os réus que hoje foram condenados encontravam-se todos em prisão preventiva desde Maio de 2020, enquanto o jovem José Nunda de Almeida, que foi absolvido, respondia no processo em liberdade.

De acordo com a acusação, os réus, à data dos factos, na madrugada do dia 28 de Abril do ano passado, introduziram-se no quintal da residência da Alice Nádia Marcelino, no intuito de retirarem a placa electrónica da sua viatura, de marca “KIA Rio” que se encontrava estacionada.

Para o efeito, um dos condenados partiu o vidro lateral esquerdo no condutor para facilitar a abertura da porta e a retirada da placa electrónica.

No entanto, o barulho provocado no acto da quebra do vidro despertou a jovem Alice Nádia Marcelino que de imediato se dirigiu à janela do quarto, que dá acesso ao quintal, para ver o que se passava.

Acto contínuo, refere a acusação, Alice Nádia Marcelino, ao notar a presença dos assaltantes, bateu com as mãos na janela e gritou, numa tentativa de fazê-los fugir, mas foi surpreendida com um disparo de arma de fogo que lhe perfurou o crânio.

Os marginais colocaram-se em fuga tão logo efectuaram o disparo que atingiu a mulher de 36 anos, que deixou uma órfã de dois anos.

Em tribunal, os réus confessaram a autoria da acção, tanto em sede de interrogatórios como em fase de julgamento.

De acordo com os depoimentos recolhidos dos réus, segundo o tribunal, os mesmos são delinquentes habituais que se dedicam a práticas de vários crimes de furto e roubos com recurso a arma de fogo, com maior incidência na subtracção de placas electrónicas em viaturas, para posterior venda no Mercado dos Correios.

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