Esta é a projeção da agência de notícias Associated Press e das emissoras CNN, ABC, entre outras. Segundo a imprensa norte-americana, Biden alcançou pelo menos 284 votos eleitorais, derrotando Donald Trump.
O democrata Joe Biden venceu a Pensilvânia, ultrapassando o limite de 270 votos eleitorais para tomar a Casa Branca e se tornar o 46º presidente dos Estados Unidos. Com 99% dos votos contados na Pensilvânia, Biden obteve 3.345.906 votos (49,7%), enquanto o Presidente Donald Trump obteve 3.311.448 (49,2%).
Biden também ganhou nos estados do Arizona, Wisconsin e Michigan no seu caminho para a Presidência, uma reviravolta em estados onde o Presidente Donald Trump venceu em 2016.
A vitória de Biden veio depois de mais de três dias de incerteza, enquanto as autoridades eleitorais classificavam os votos pelo correio, o que atrasou o processamento dos resultados.
No Twitter, Biden agradeceu a todos os eleitores e prometeu ser um Presidente “para todos os americanos”.
“América, estou honrado por me terem escolhido para liderar o nosso grande país. O trabalho que temos pela frente será árduo, mas garanto o seguinte: serei um Presidente para todos os americanos – quer você tenha votado em mim ou não”, escreveu o Presidente eleito.
Trump aponta “grande fraude”
Trump é o primeiro Presidente em exercício a perder a reeleição desde o republicano George H.W. Bush em 1992. Entretanto, nos seus últimos pronunciamentos, Donald Trump queixou-se de “grande fraude”, mas não apresentou provas que legitimassem as suas alegações.
O Presidente está a contestar a votação nos tribunais, mas especialistas jurídicos dizem que suas contestações têm poucas chances de afetar o resultado, segundo avançou a agência de notícias Reuters.
A vitória de Biden foi impulsionada pelo forte apoio de grupos incluindo mulheres, afro-americanos, eleitores brancos com diploma universitário e moradores de grandes cidades. O democrata está mais de quatro milhões de votos à frente de Trump na contagem de votos populares em todo o país.
O país que Biden herdará
Biden, que passou meio século na vida pública como senador dos EUA e depois vice-Presidente do antecessor de Trump, Barack Obama, herdará uma nação em turbulência por causa da pandemia do novo coronavírus e da desaceleração económica, bem como protestos contra o racismo e a brutalidade policial.
Biden disse que a sua primeira prioridade será desenvolver um plano para conter e recuperar o país da pandemia, prometendo melhorar o acesso aos testes à Covid-19 e, ao contrário de Trump, seguir os conselhos de importantes autoridades de saúde pública e cientistas.
Biden também prometeu restaurar um senso de normalidade para a Casa Branca após uma Presidência na qual Trump elogiou líderes estrangeiros autoritários, desdenhou alianças globais de longa data, recusou-se a repudiar os “supremacistas” brancos e lançou dúvidas sobre a legitimidade do sistema eleitoral dos EUA.