INICC confirma anulação do Prémio Literário atribuído a Lourenço Mussango por plágio

Depois de o Novo Jornal ter divulgado, a 01 de Janeiro, que o júri do Prémio Literário António Jacinto, edição 2020, atribuído à obra “Mulher Infinita” de Lourenço Lourenço Mussango, foi anulado por evidência de plágio, que o autor contesta a justificação, o Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (INICC) do Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente veio publicamente confirmar a anulação do prémio e as razões avançadas inicialmente para essa decisão.

O autor da obra plagiada, Lourenço Mussango, como o Novo Jornal publicou já hoje, escreveu na sua conta nas redes sociais que o documento do júri está longe de ser o verdadeiro motivo da suposta anulação do referido prémio.

“A verdade é que, sem se analisar as provas materiais que comprovam qualquer verdade, o júri decidiu demarcar-se para salvaguardar a imagem do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas (INICC) “, disse o escritor, acrescentando que “o argumento do júri prende-se na ideia de que o Prémio Literário António Jacinto não pode ser manchado por uma acusação de plágio”.

Lourenço Mussango considerou o posicionamento do júri como sendo precipitado e injusto, visto que a última edição do Prémio Literário António Jacinto foi atribuída a uma obra de oito contos, o que quer dizer que o prémio é resultado da avaliação da obra e não de excertos de um só conto.

Para além da notícia do Novo Jornal a 01 de Janeiro, o INICC vem agora lembrar que, “após a divulgação dos resultados, o Júri constituído pelos professores, Joaquim Martinho e Domingas Monteiro, foi alertado através de uma denúncia nas redes sociais, pelo escritor brasileiro Paulo Cantarelli, sobre a existência de plágio do seu conto, “Serena”, por parte do então vencedor do Prémio, Lourenço Mussango, com a obra “Mulher Infinita”.

“Perante a situação referida, o corpo de Júri propôs-se avaliar a possibilidade de anulação da decisão anterior”, diz o comunicado do INICC, acrescentando no ponto seguinte que “o Júri procedeu à comparação dos dois contos, “Mulher Infinita” e “Serena”, tendo concluído haver confluências morfossintáticas, estruturais e de conteúdo que configuram, na verdade, a existência real de plágio”.

Essa constatação pressupõe ainda que a obra em questão “perdeu a criatividade e violou o ponto 2 do Artigo 3º do regulamento do Prémio Literário António Jacinto que determina que as obras submetidas a concurso devem ser originais, inéditas e de criação própria”.

Por fim, o júri afirma-se “consciente que a manutenção da atribuição do Prémio a um título bibliográfico que configura plágio e falta de honestidade intelectual, constituiria um verdadeiro entorse ao Regulamento e prestígio da distinção”, tendo, por isso, decidido “retirar o Prémio Literário António Jacinto a Lourenço Catari Mussango”.

Fonte: Novo Jornal

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